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Tínhamos conquistado o título brasileiro de 1986, já em 1987.

Fomos participar da Taça Libertadores daquele ano. Era a primeira versão do Projeto Tóquio.

O presidente era Carlos Miguel Aidar.

O grupo era meio complicado, com Guarani, Colo Colo e Cobreloa.

Apenas o vencedor do grupo conquistaria a vaga para a segunda fase.

Mais um agravante. Nosso melhor, e decisivo, jogador, Careca, estava sem contrato.

A estreia tinha sido com derrota de 3 a 1 para a equipe de Campinas.

Precis√°vamos vencer as partidas em casa.

A recuperação parcial tinha acontecido na vitória por 2 a 1 frente o Cobreloa no Morumbi.

Em 8 de maio de 1987 tinhamos que vencer novamente.

Pela frente teríamos o Colo Colo.

Tinhamos trocado de técnico.

No lugar de Pepe, Zé Carlos Serrão.

Est√°vamos com o time quase completo, sem Careca.

Ainda assim atacamos como nunca.

E esbarramos em uma muralha.

Ela se chamava Roberto “Condor” Rojas.

Uma das maiores atua√ß√Ķes de um goleiro na hist√≥ria da competi√ß√£o.

Perdemos por 2 a 1.

Estávamos praticamente eliminados, o que se confirmaria nas próximas partidas.

Devemos isso a Rojas.

Resolvemos trazê-lo.

Mais 4 meses, ele estrearia com a camisa do Mais Querido.

Em 23 de setembro na vitória por 3 a 0 frente ao Santa Cruz.

Passou a ser titular.

Mas nunca absoluto.

Gilmar Rinaldi acabou prevalecendo.

Até que veio o caso da fogueteira nas eliminatórias de 1989.

Rojas foi banido do futebol.

Voltou para fazer parte da comissão técnica a pedido do Mestre Telê.

Tornou técnico do Mais Querido em 2003, levando a equipe de volta a Taça Libertadores depois de 10 anos de ausência.

No Tricolor, atuou como jogador em 40 partidas e como técnico em 52.

O Condor fez história.

Por: José Renato Sátiro Santiago.